• 9 a 14 de julho 2018 - Leiria

    Na vanguarda da tecnologia

    Junta-te a uma aventura de cinco dias pelo mundo da tecnologia de ponta e da inovação, conhecendo a realidade das indústrias de topo e da investigação científica.

SOBRE

  • Se gostas de estar sempre a par das últimas tendências tecnológicas, esta semana é ideal para ti!

    O Leiria-in promete uma semana cheia de atividades ligadas à robótica e ao mundo da indústria, em várias áreas. O programa é muito variado, vais poder fazer Workshops, visitas a empresas, ir à piscina, à praia, fazer caminhadas e muitas outras atividades.

    A Leiria-in decorre em Leiria entre 9 e 14 de julho de 2018.

    A tua participação é gratuita, só tens de te inscrever e depois serás informado se foste selecionado.

    A Semana Leiria-in decorre entre 9 e 14 de julho de 2018.

    Leiria In bloco1

    50 estudantes do Ensino Secundário ou Profissional

    Leiria In bloco2

    Leiria-In 2017
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    Leiria-in 2019

    Já te inscreveste? Só temos 50 lugares!

    Inscreve-te Já!

     

Notícias

  • Leiria-in 2017!

    Já te podes inscrever na Leiria-in 2017 a Semana da Indústria.
    Como sabes, só 50 felizardos é que terão a oportunidade de participar nesta semana fantástica, em julho de 2017, com tudo pago e de certeza que não queres ficar para trás.

  • No Leiria-In, a sirene tocou para a saída

    No quinto e último dia do Leiria-In, a realidade empresarial voltou a estar em destaque, juntamente com engenharia e a robótica.

  • A arte do fabrico e da ciência

    Passado entre Alcobaça, Leiria e as Caldas da Rainha, o quarto dia do Leiria-In incluiu workshops, visitas a empresas, orientação e até música.

  • Leria-In: a Indústria em movimento

    Movimento foi a palavra de ordem do terceiro dia do Leiria-In. Uma dúzia de empresas visitadas, um peddy-paper e uma corrida nocturna constituíram o saldo final.

  • Um dia entre o vidro e a água

    O segundo dia da academia Leiria-In passou pela Marinha Grande, com visita incluída ao Mariparque, na praia da Vieira. As histórias de vida que compõem a indústria e o artesanato ligado ao vidro e aos moldes também estiveram em destaque.

  • Leiria-In: Academia da Indústria em funcionamento

    Arrancou hoje a academia Leiria-In. Feita a receção, foi o património da região que esteve em destaque. Quando se dirigiu aos 50 participantes do Leiria-In, o Vice-Presidente do Instituto Politécnico de Leiria, Rui Pedrosa, confessou contornar o protocolo. "Quero começar por convocar uma salva de palmas para estes estudantes que estão cá de corpo e alma para aprender".

  • Leiria-In termina e o futuro começa

    Como não podia deixar de ser, o final da grande semana dedicada à indústria contou com um momento de despedida. Mas houve ainda tempo para uma visita a uma empresa, interagir com robôs e carros telecomandados, bem como dar um salto até à praia.

  • Na vanguarda da tecnologia

    Como são feitas as porcelanas, workshops de artes e a tecnologia de amanhã com ainda tempo para orientação e Tunas. Foi assim o quarto dia da Leiria-In. A manhã começou com uma viagem até Alcobaça para visitar a fábrica de porcelanas SPAL.

  • Leiria-In: o dia das empresas

    O terceiro dia da Leiria-In chegou em força com novas empresas para conhecer, um peddy paper e até uma caminhada noturna.

  • O futuro está na indústria

    Dos moldes aos vidros, passando pelos plásticos o segundo dia da Leiria-In arrancou em cheio. Os 50 jovens tiveram a oportunidade de entrar a fundo no tecido empresarial da região de Leiria e descobrir tudo sobre o funcionamento das diferentes indústrias.

  • Leiria-in 2015 já está On

    50 jovens de todo o país chegaram hoje a Leiria para uma semana repleta de atividades e diversão, tudo à volta da indústria. O programa do Leiria-In começou com uma sessão de boas vindas.

  • No fim da linha de produção

    A Leiria-in chegou ao fim num dia cheio de atividades e emoções. Pela manhã visitámos a DRT, uma empresa de moldes de alta tecnologia.

  • Uma viagem a outra dimensão

    No penúltimo dia da nossa aventura em Leiria, vimos muitas coisas novas desde a tecnologia de ponta à indústria artesanal. De volta à Marinha Grande, pela manhã, fomos visitar o Centro para Desenvolvimento Rápido e Sustentado do Produto do Instituto Politécnico de Leiria(IPL).

  • Sempre a andar no Leiria-in

    O terceiro dia desta semana dedicada à indústria foi sempre a caminhar, de manhã até ao deitar. Pela manhã, fomos divididos em onze equipas para sermos “empresários por um dia”. Ribermold, Famolde, TJ Moldes, Moldoeste, Iberomoldes, Planimolde, Tecnimoplas, Foz Moldes, Erofio, DRT e Arfai receberam-nos de braços abertos para percebermos qual a rotina daquelas unidades industriais.

  • A indústria é muito mais do que aparenta

    No 2º dia da “Leiria-in” fomos até à Marinha Grande conhecer várias empresas de topo e para a tarde estava reservada uma atividade de muita diversão.

  • «Leiria-in» já arrancou!

    50 jovens de todo o país encontram-se em Leiria para cinco dias cheios de atividades relacionadas com o mundo da Indústria.

Um dia entre o vidro e a água

O segundo dia da academia Leiria-In passou pela Marinha Grande, com visita incluída ao Mariparque, na praia da Vieira. As histórias de vida que compõem a indústria e o artesanato ligado ao vidro e aos moldes também estiveram em destaque.

A viagem pelo mundo da indústria teve quatro pontos de partida. Divididos em quatro equipas, os participantes realizaram visitas a quatro empresas da Marinha Grande: Santos Barosa, Barbosa Almeida (BA), Crisal e Vidroexport. Na receção aos visitantes, o chefe da divisão de composição-fusão da BA, Alexandre Renca, explicou que o objetivo desta iniciativa passou por “dar a conhecer o tecido industrial e a forma como uma empresa funciona”. Simultaneamente, acrescentou, os estudantes puderam contactar com “várias áreas do saber e com um leque de diferentes profissões e respetivas formações”.

Já o Diretor de Recursos Humanos da Crisal S.A. – Grupo Libbey deixou uma garantia: “ficaria muito contente se, quando saírem daqui e virem um copo, se lembrem de toda a viagem e de todo este processo exigente”. O futuro e o passado do setor A manhã terminou com uma visita ao Centimfe – Centro Tecnológico da Indústria de Moldes, Ferramentas Especiais e Plásticos. Recebendo os visitantes, a técnica da área da formação, Ana Carreira, salientou que o Centimfe “não é uma empresa”, antes, “uma entidade que presta apoio a este tipo de indústria”. Depois da passagem pelo espaço de maquinação e ensaios, a visita passou pela sala de prototipagem rápida, onde o téncnico responsável, Gil Pinheiro, destacou as mais-valias desta tecnologia. “Esta técnica aditiva tem diversas aplicações a nível conceptual, de estratégia de venda” e, sobretudo, na garantia “da perfeição das peças”.

Após o almoço na Escola Profissional e Artística da Câmara Municipal da Marinha Grande, os participantes do Leiria-In tiveram a possibilidade de conhecer melhor a identidade desta região, com uma visita ao Museu do Vidro e à exposição “Esculpir o Aço”. Segundo a responsável que conduziu a visita a esta exposição, Cláudia Oliveira, o objetivo centrou-se em “dar a perceber o processo de produção cada objeto”, uma vez que o consumidor final olha, sobretudo, “apenas ao preço e à qualidade”. Neste espaço, acrescentou, os jovens puderam conhcer o trabalho das empresas da região e a história da evolução tecnológica dos moldes para vidro e plástico.

A arte do vidro Junto à entrada da zona de exposições do Museu do Vidro, Olinda Colaço aponta a sua primeira pintura em vidro. Sobre o fundo branco, destaca-se a imagem de um fauno e um cupido. “Sempre gostei da mitologia e dos grandes mestres renascentistas”, explica a artista. A carreira de Olinda Colaço começou em 1973 e, em 1980, aceitou o desafio lançado pela família para passar pintar em vidro, utilizando os materiais tradicionalmente utilizados na região. Hoje em dia, assegura, é “das únicas mestres que dá formação para manter este património vivo”. À época, explica Olinda, a pintura em vidro era feita “numa lógica de linha de montagem”. A sua decisão em iniciar uma carreira prendeu-se com com a vontade de controlar todo o processo: do desenho à pintura. “Nâo queria ser uma executante mas sim uma criadora”, reforça. O objetivo foi conseguido, com a construção de uma carreira que se prolongou até 2007 – altura em que as dificuldades do mercado em oferecer subsistência e alguns problemas de saúde a forçaram a deixar a atividade. Os vários anos de trabalho exposto no Museu do Vidro são “um reconhecimento que apenas chegou a custo”. Essa é, precisamente, a mensagem que diz querer passar aos participantes do Leiria-In, com o seu trabalho: “quando queremos uma coisa, conseguimos, se lutarmos”. Lapidar ofícios Num edifício contíguo ao museu, há dois artesãos que trabalham o vidro, quase todos os dias. “Estamos aqui de terça a domingo”, explica José Medeiros cujo o ofício – lapidário – consiste em transformar as peças de vidro com motivos e desenhos variados. “Esta é uma forma de diferenciar as peças”, relembra o artesão.

Depois de 40 anos “a fazer o que o patrão mandava”, José Medeiros procurou a possibilidade de fazer os próprios desenhos. “Hoje tenho essa liberdade”, sublinha, revelando que o convite para demonstrar o ofício da lapidação surgiu há cerca de três anos, partindo da Câmara Municipal da Marinha Grande. Quanto ao futuro, o artesão considera que “esta profissão acabou” e relembra que será importante que alguém aprenda a arte, assegurando a sua continuidade. Contudo, há alguns obstáculos, desde logo o facto de “para dominar a técnica, serem necessários 10 anos”. Para já, assegura: “vou mostrando o que sei, enquanto puder”.

Para o final da tarde, ficou reservada uma passagem pelo Mariparque, com direito a mergulhos para todos os gostos.

Moldando os sonhos Enquanto criança, Joaquim Menezes tinha gosto em passar pela zona do aeroporto de Lisboa. “Gostava de ver os aviões e pensava que nunca conseguiria voar num”, explica o empresário que detém a empresa Iberomoldes. Hoje, mais de cinquenta anos depois, considera, o cenário é bem diferente. “Vou amanhã às 08h30 apanhar o avião para Xangai – 22 horas de voo mais três e meia de comboio”, explica. “E não se cansa?” – a pergunta parte de um dos participantes do Leiria-In. “É assim a vida… Mas eu sou feliz!”, assegura. A conversa decorreu no âmbito da atividade “A vida de um industrial”, durante o qual Joaquim Menezes partilhou a sua história de vida com os presentes. Nascido na Figueira da Foz, o empresário mudou-se para a Marinha Grande com 11 anos de idade, tendo, em 1975, criado a empresa Iberomoldes que hoje emprega cerca de 1400 trabalhadores.

O empresário recordou a importância que a leitura teve, durante a sua infância e adolescência. “Aprendi muito com as vida dos outros que conhecia através dos livros”, revelou, explicando: “como é que estas pessoas descobriram o talento que tinham?”. Para alcançar o sucesso, concluiu é importante, sobretudo, manter viva a vontade aprender e de melhoria contínua. “Mais do que a capacidade, impota a atitude de querer fazer sempre melhor”, reforçou.

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